A solidez das instituições financeiras
Por: Fernando Gurgel - Presidente Executivo do Grupo Somapay
5 jan 2026 | Atualizado em 5 jan 2026
Finanças Pessoais
Nos últimos dias, o mercado financeiro voltou a ser lembrado de que confiança não é um detalhe. É o próprio alicerce de qualquer instituição que lida com o dinheiro e a tranquilidade das pessoas. Sempre que surge um episódio que abala esse ambiente, o impacto atinge não apenas quem está diretamente envolvido, mas todo o ecossistema. Em momentos assim, cresce a discussão sobre o que realmente sustenta a credibilidade de bancos, instituições de pagamento e fintechs.
A resposta parece simples, mas exige prática diária: governança séria, transparência e responsabilidade com o cliente. Em um setor em que a inovação corre mais rápido que a regulamentação, a solidez não nasce apenas da tecnologia. Ela nasce de processos auditáveis, compliance rigoroso, estruturas capazes de prevenir riscos e, principalmente, de uma cultura que não enxerga atalhos como estratégia.
Em sua maioria, as fintechs brasileiras têm mostrado que é possível crescer em ritmo acelerado sem abdicar desses pilares. As que conquistaram espaço nos últimos anos entenderam que credibilidade não se compra, se constrói. Passa por modelos de operação sustentáveis, capital bem estruturado, disciplina regulatória, investimentos constantes em segurança e políticas internas que asseguram decisões técnicas.
A confiança também se reforça na maneira como cada empresa se relaciona com seu público. Comunicação clara, atendimento eficiente e postura transparente em momentos de instabilidade diferenciam quem está preparado para permanecer no mercado.
O setor financeiro está sempre sendo observado. E isso é positivo, porque garante que somente aquelas empresas que tratam seriedade como obrigação, e não como discurso, permaneçam relevantes. Os acontecimentos recentes apenas reacendem uma reflexão necessária: não basta ser inovador, é preciso ser sólido.
Em um país onde milhões de pessoas dependem diariamente de serviços bancários, a credibilidade não pode ser vista como um ativo secundário. Ela é o que mantém o sistema vivo, estável e confiável.